domingo, 22 de Novembro de 2009

[sem título]

sinto-te a falta.

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Um dos lemas que usámos no trabalho esta semana

"Usa a capacidade que tens.
A floresta ficaria mais silenciosa se só o melhor pássaro cantasse."
Henry Van Dyke

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Gritei tanto, tanto... mas já lá estamos.



Assim é que se calam as provocações, os assobios no Hino, a má recepção, o ambiente infernal...
com golos, com vitórias, com a qualificação para o Mundial.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Simplesmente gosto de ti

«o amor é saber que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer.»
José Luís Peixoto, A casa em Ruínas

domingo, 8 de Novembro de 2009

fazes-me bem

depois de uma semana atribulada profissionalmente, soube-me bem deitar-me ao teu lado esta noite e saber-te ali.

sábado, 31 de Outubro de 2009

porque é que complicamos tanto?

"se uma pessoa, para gostar doutra, estivesse à espera de conhecê-la, não lhe chegaria a vida inteira."
José Saramago, in "A Jangada de Pedra"

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

desabafo

estou tão mas tão cansada que só me apetece ir deitar-me e dormir um dia inteiro.

domingo, 25 de Outubro de 2009

saudades de ti

soube a pouco.

sábado, 24 de Outubro de 2009

Parabéns a ti

existirmos na vida um do outro - foi isso que combinámos, certo?

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

saudades tuas desde já

vou sentir saudades tuas, amigo. mas vai viver a tua vida - sê feliz.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Gosto de ti

acordar ao teu lado e não pensar em mais nada. saber-te ali, ao meu lado na cama, mesmo que não me toques, mesmo que não te toque, sentir a tua presença, a tua respiração, o teu braço roçar-me a pele, puxares o lençol e só isso saber-me bem. chegares-te a mim, aninhares-te ao meu corpo, dares-me um beijo suave, no ombro, no rosto, nos lábios e sussurrares Gosto de ti. e abrir os olhos e estares ali - de onde apareceste? de onde surgiste? será que te imaginei? será que te criei? - e poder tocar-te e poder retribuir-te o beijo, a carícia, o gesto e poder sentir-te e ter-te ali, comigo, e ouvir Gosto de ti e saber Gosto de ti e dizer-te Gosto de ti.

sábado, 17 de Outubro de 2009

(sem mais palavras, a cabeça a mil/h)

não posso nem quero estar enganada em relação a ti.

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

existes?

«os teus dedos tocam-me dentro dos sonhos.
nos teus lábios, imagino beijos. perdi-me no mundo.»

José Luís Peixoto, A Casa, a Escuridão

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

conclusão depois de ler textos antigos:

Sou eu aqui escrita. As minhas palavras. Os meus sentires. As minhas opiniões. As minhas experiências. Parte de mim.
Talvez não faça sentido continuar.

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

um desabafo num dia nostálgico

houve tanta gente que me magoou. de ser parva e acreditar nas pessoas. e hoje coloco barreiras entre mim, uma redoma invísivel que as vai afastando quando se aproximam em demasia e os sinais de alerta começam a apitar.
e depois, por vezes, há quem consiga chegar a mim - vou enfranquecendo os muros, sabe tão bem um gesto, uma palavra, um silêncio. e depois, quase sempre, ninguém fica. e eu fortaleço ainda mais os muros de mim.

domingo, 27 de Setembro de 2009

sem comentários

esta semana, em termos profissionais, foi do pior - só me apetece matar alguém!
(nem quero imaginar a próxima)

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

(...)

é tudo tão estranho.

domingo, 20 de Setembro de 2009

apenas caminhando...

pé ante pé caminho
silenciosa

de encontro a mim

sábado, 19 de Setembro de 2009

sem mais palavras

desculpa, D.

domingo, 13 de Setembro de 2009

Sou eu?

"Tenho ideia que anda uma dor por aí mas não estou certa de me pertencer."
Li isto na crónica Uma dor por aí, do António Lobo Antunes, mas é do livro Tempos Dificeis, de Charles Dickens. Hoje sinto-me assim.

sábado, 12 de Setembro de 2009

(...)

Fico?

terça-feira, 8 de Setembro de 2009

porque é que afastámos, my friend?

procurei-te com o olhar nos sítios de sempre.
[mas tu não estavas]

domingo, 6 de Setembro de 2009

de encontro a mim

video

(vídeo nas Fisgas de Ermelo, Agosto 2009)

sou eu. a atirar-me duma pedra e deixar-me ir. à espera que a água me receba intacta. e a inexplicável sensação de liberdade, de poder fazer o que quiser naquele instante, no preciso momento em que me atiro e vou no ar. no preciso instante em que entro na água, até ao fundo e preciso de nadar até à superfície. no preciso instante em que emerjo da água e sorrio. porque fui capaz! porque quero viver no play e não no pause, à espera de uma data, de uma pessoa, de viver - estou farta dos dias parados, dos sonhos desfeitos, das esperas intermináveis. saltei. uma e outra vez. e sobrevivi.

sábado, 5 de Setembro de 2009

Sacanas sem Lei

[trailer de Sacanas sem Lei, Quentin Tarantino]

A guerra contada por Tarantino - e só isto diz muito. Diálogos a roçar a genialidade, pormenores tarantescos, preciosismos fantásticos e 2h30 sentada numa cadeira de cinema sem dar por isso. Num filme dividido por capítulos, não baseado em factos verídicos (infelizmente!!!, se tivesse havido aquela estreia...), temos a premissa de um grupo de judeus a matar nazis em plena 2º Guerra Mundial; e, se isso não fosse suficiente, temos uma primeira cena (ocupa todo o 1º capítulo) como das mais geniais que já vi em cinema, temos um Brad Pitt com uma pronúncia mirabolante, temos um Christoph Waltz com um Hans Lando tão genialmente bem concebido, temos um romance entre um oficial nazi que se tornou um herói e uma judia disfarçada, somos brindados com uma cena de basebol, descobrimos a importância das línguas e das pronúncias (os franceses falam francês, os alemães alemão e não, como habitualmente, foram todos corridos a inglês) e, principalmente, como se dizem 3 copos em alemão (brutal!) e temos um cinema destruído com películas de 35mm (só Tarantino se lembraria disto). E temos as delícias estapafúrdias muitas vezes, mas que são tão ele: os preciosismos, as analogias a outros filmes, a banda sonora, a realização, a imagem, legendas a identificar os personagens com setinhas...
«You know somethin`, Utivich? I think this might just be my masterpiece.»

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

[afinal existo sem ti]

reencontrar-te foi estranho depois de tanto tempo.
mas sobrevivi.

domingo, 30 de Agosto de 2009

[fula, fula, fula!!!]

sinto falta.
e isso tira-me do sério.

quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

[debaixo do céu estrelado]

gostei.

terça-feira, 25 de Agosto de 2009

ainda te sinto

perdemo-nos.
de vez.

gostava de ter tido tempo de te dar um último abraço.

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

[algo nostálgica hoje]

já lá estive. mais um ano. mais uns dias. inesperados. de passeios. de olhar o céu escuro e adivinhar-lhe o sol no dia seguinte. de conduzir por aquelas curvas contemplando as serras, as fragas, os rios. de mergulhar nas águas geladas no meio do nada. de olhar. de ver. de sentir. de paz, de sossego. um dia de cada vez sem ansiar pelo seguinte.

segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

A noite

«I don't know where I crossed the line
Was it something that I said
Or didn't say this time
And I don't know if it's me or you
But I can see the skies are changing
No longer shades of blue
And I don't know which way it's gonna go»


James Morrison - que concerto!, Please don't stop the rain

sábado, 25 de Julho de 2009

Inércia

Tive uma crise. Cara fechada. Mau humor. E uma vontade de chorar. Inércia. De repente, sentir-me parada, presa, olhar em frente e saber precisamente como tudo se vai passar.
Não quero. Não quero os dias iguais. Quero-me de volta.

terça-feira, 14 de Julho de 2009

[em paz]

uma semana de férias - soube-me tão bem.

sábado, 11 de Julho de 2009

Indecisões

Parei para pensar, reflectir e tomar decisões - mas ainda não sei.

terça-feira, 7 de Julho de 2009

um dia fomos tanto, hoje nada nos resta

reli-nos em textos antigos. tanto da minha vida descrito em palavras. memórias. lembranças. pedaços de nós. como podemos hoje nem sequer nos falarmos? como podemos hoje não sabermos nada um do outro? se te amei? se te quis? se foste tu que me tocaste e sentiste pela primeira vez? se foste tu que me encontraste? pensar que hoje somos nada num passado distante em que pensámos ser muito. pensar que hoje, se passarmos um pelo outro, nem nos falaremos, desconhecidos estranhos. pensar que te amei num amor de 16 anos mas assim mesmo amor. pensar que te quis e te tive e hoje somos nada. apenas existimos em palavras antigas que asseveram a nossa existência comum - ou terei sonhado?

segunda-feira, 6 de Julho de 2009

[doeu-me dizer-te tudo aquilo.]

disse-te palavras duras. difíceis de ouvir. mas há momentos em que certas palavras têm de ser ditas. momentos em que não podemos ficar calados, por muito mais fácil que seja. disse-tas por te querer bem por te querer tanto por não te querer ver magoado. disse-tas por saber que as precisavas de ouvir. por saber que era a altura certa. do agora ou nunca. desculpa se te magoei. tanto tanto. e se te disse coisas dolorosas de ouvir. mas calá-las guardá-las mantê-las em mim seria tão pior. e a vida é feita de incertezas - que sabemos nós de nós mesmos? e gostar nem sempre é suficiente para que duas pessoas fiquem juntas - e tu sabes. pensa agora em ti. e só depois em nós. não ponhas tanto peso em cima de nós. não nos dês tanta importância. não me dês tanta importância. pensa em ti. em ti em ti. sê egoísta. e não tenhas medo; se te disse isto tudo é porque continuo aqui...

domingo, 5 de Julho de 2009

(soube bem)

apesar do céu escuro, nublado, entrei na água fria e dei um mergulho no mar.

domingo, 28 de Junho de 2009

Slumdog Millionaire, o livro

Se o Slumdog Millionaire (filme) é muito interessante - adoro a junção Bollywood/Hollywood - o livro é simplesmente arrebatador e põe o filme a um canto. Devorei-o. As perguntas do concurso, a história por detrás delas, a reviravolta final. Não, a história de amor não é tão fantástica como no filme, nem a relação do Ram/ Jamal com o melhor amigo é semelhante. E? É ainda mais verosímel, mais real, mais complexo. E algures no livro, o Ram diz que teve sorte em lhe terem feito apenas perguntas a que sabia responder. Será sorte quando se atira ao ar uma moeda a decidir a nossa vida e ela é cara dos dois lados?

quinta-feira, 25 de Junho de 2009

porque sim

há coisas que acontecem porque sim. simplesmente um dia acordamos e estão ali à nossa frente. sem darmos por isso. e é estranho. estranho a mão na nossa mão. o afago no nosso cabelo. o sorriso só de olharem para nós. estranho a calma que se apodera de nós. a certeza.
e eu não te queria. não te queria na minha vida assim. queria-te ao longe, sem um nós, sem mãos dadas, sorrisos, afagos, palavras apaixonadas. queria-te sem gostares de mim e sem eu gostar de ninguém.
e um dia, um beijo. os meus lábios nos teus, num impulso de loucura inexplicável, num tempo em que ainda não te queria e te toquei e te puxei para mim, em vez de te afastar de vez.

há coisas que acontecem porque sim, D. nós fomos uma delas.

terça-feira, 16 de Junho de 2009

(sem sms)

continua a apetecer-me.

domingo, 14 de Junho de 2009

(sms enviada)

apetece-me...

quarta-feira, 10 de Junho de 2009

[desculpa]

tenho consciência de que me afasto e que tu não sabes como me manter em ti. não és tu. não sou eu. apenas uma vontade de estar só. sem ninguém. sem vontade para ti. para nós.
desculpa.

quarta-feira, 3 de Junho de 2009

[ao som do mar]

sabe bem descalçar-me e sentir a areia da praia nos pés. à noite. na ausência das pessoas. só tu e eu. e aquela imensidão de areia e mar. e sentar-me a contemplar as ondas sob a penumbra da lua. e tu ao meu lado. e deitar-me na areia. fechar os olhos e ouvir o som do mar. e tu deitado ao meu lado, mão na minha mão. em silêncio. e não pensar em nada. sem mundo para além de nós. sabe tão bem. sabes tão bem.

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

[nós]

simplesmente uma dança...

domingo, 24 de Maio de 2009

[sem título]

aconteceste-me.

domingo, 10 de Maio de 2009

TetraCampeões!!!

e não são precisas mais palavras!

sábado, 9 de Maio de 2009

um facto

em paz e sossego.
[que continue assim.]

domingo, 3 de Maio de 2009

[era mesmo disto que estava a precisar]

deitada na relva, olhos fechados, inspirei o ar puro daquele parque em plena cidade. soube-me bem estar assim, num espaço aberto ao mundo, sem pensar, sem horas, sem telemóveis, só eu e tu que aprendi a conhecer e a gostar, na calma que procuro agora ter em mim.
e ali ficámos, depois de cirandarmos pelos poetas, pelas suas palavras, rostos, mensagens, e de me queixar de ter levado sapatos altos, deitados no silêncio verde daquele parque, longe das pessoas, dos carros, do movimento, tão ali ao lado, mas tão longe.
e sem pressões.
e sem palavras a mais.
e soube-me bem. tão bem. obrigada.

domingo, 26 de Abril de 2009

um muro em mim

ontem não estava nos meus dias, apesar de estar tudo eufórico e alcoolizado, de microfones em punho a cantar Xutos. também cantei mas era como se me faltasse algo e fosse apenas uma alegria momentânea, fruto dos copos de sangria a mais. há qualquer coisa que me falta - e eu sei o que é. procuro não viver em função disso, mas às vezes vem ao de cima. que venha!, não tenho medo das minhas falhas. dos meus medos. dos meus eus. se tudo fosse fácil, eu não seria eu e a minha complexidade deixaria de fazer sentido.
e depois existe tanto. existe tudo. e não estou sozinha no mundo. e os meus humores também afectam os outros. e às vezes esqueço-me disso. e magoo sem querer magoar. e sou bruta na minha brutalidade que tenho e reconheço. e depois sorrio quando lágrimas invisíveis me escorrem pelo rosto.
há tanto em mim que sei e que escondo - protejo-me do tanto que já sofri e não quero voltar a sofrer.
existe um muro em mim que não deixo ninguém ultrapassar.

terça-feira, 21 de Abril de 2009

a passar por mim

palavras vazias
tristes

um avanço perdido
no caminho de sempre
quem sabe não é altura,
hoje agora
de seguir em frente?
quem sabe não é o dia
de não olhar para trás
de não ter medo
de me deixar ir?

e às vezes um medo
um temor
um arrepio

e às vezes estar parada
não avançar
estar presa ao chão
à terra
às amarras

e a vida a passar por mim
a correr
sem me levar com ela

e eu presa às amarras de sempre
às mágoas de sempre
aos temores de sempre

e eu estática de mim
dos meus medos
das minhas inseguranças

e eu aqui
aqui
invisível
transparante
incolor

e a vida a passar por mim
sem me levar com ela

sábado, 18 de Abril de 2009

à chuva

esta chuva lá fora lava-me corpo e alma e traz-me a calmaria de dias melhores. às vezes é preciso um dia cinzento que nos espelhe aquilo que somos. pensamos. dizemos. sentimos. sabemos. e às vezes é preciso que um friozinho se entranha em nós para que despertemos de um torpor rotineiro. às vezes há tanto e tão pouco - em nós, nos outros, em tudo.
como saber distinguir? como saber continuar? como seguir em frente?